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PRE AVALIAÇÃO MEDICA
Como rege o RDC 101 da ANVISA
O primeiro aspecto é que não existe um modelo definitivo para
que o médico possa redigir esta avaliação, não
existe formula e sim boa vontade.
Neste aspecto o direcionamento para a internação para desintoxicação
quando ocorre não cabe a ele determina para onde.
Assim como acontece quando é necessário indicar uma internação
em hospital psiquiátrico que ele não coloca o nome do hospital,
afinal a colocação de vaga cabe a outro funcionário.
Em segundo não existe constrangimento algum ao medico e nem risco,
afinal não é ele um especialista nesta temática, já
que sabemos que as próprias Universidades de Medicina tem seus cursos
de pos graduação.
Por que de fato entendem que a dependência química, não
deve ser encarada como um sintoma e sim como uma doença com suas complexidades
e particularidades para diagnostico e mesmo para tratamento.
Em terceiro é ele o mais qualificado sim, estando na frente de um
paciente que demonstre todos os sinais de intoxicação pelo uso
de substancias ou mesmo pela própria narrativa do paciente, averiguar
suas necessidades.
A avaliação medica neste caso é procedimento comum, afinal
nenhum paciente sairia de um pronto socorro, necessitando de internação
para tratamento seja clinico ou mesmo psiquiátrico sem ser encaminhado
para um hospital e neste caso, dependência química o próprio
Ministério da Saúde é favorável a internação
extra hospital que é o caso de Comunidades Terapêuticas, lembrando
que a ANVISA e assim o RDC 101 são diretamente ligados a esse Ministério.
Outra situação apresentada, que nos parece sem critério é a exigência que comunidades terapêuticas tenham um médico:
- temos em mãos um parecer do CRM-SP que afirma o obvio, ou seja, o que esta na resolução 101, que em casos de intercorrências o atendimento deve ser na rede publica de saúde, assim descartando a obrigatoriedade de médicos em CT.
- outra coisa a ser observada e a própria resolução já tem em conta que os atendimentos de comprometimento grave não serão atendidos em Comunidades Terapêuticas e quando acontecer dos sintomas aparecerem na internação na CT. Esta inserido que o pré atendimento será na rede publica cabendo a CT encaminha-lo de volta a família ou a cidade de origem, quando necessitar ser assistido por outra forma de tratamento.
O que mais chama atenção neste aspecto é a maneira sem
critério apresentada por alguns profissionais que mais parecem videntes
do que profissionais de saúde que aprendem a seguir métodos
e modos de diagnostico e se tornam escravos do se, talvez, contudo, entretanto
e todavia.
Ou seja, seu medo ou preconceito é que um paciente dentro de um CT
poderia:
Talvez, ter em surto psicótico.
E Se ele tiver uma parada cardíaca.
Contudo pode ter um derrame.
Entretanto poderia cometer um suicídio.
Todavia sofrer uma intoxicação por medicamentos.
Convenhamos que esta pratica e muito semelhante a premonições o que não cabe a um profissional.
Sendo que os fatos não demonstram isso e levando em conta a historia
de 07 anos do Portal de Luz que já atendeu mais de 4000 dependentes
químicos.
Onde ao longo dos anos foram construídos dentro da pratica ao método
(empirismo) e respeitando a boa e velha epistemologia cientifica. Que convenhamos
também são as diretrizes na formulação da resolução
101.
Podemos observar que o Fórum que deu origem ao RDC 101, já levou
em conta todas estas questões apresentadas por estes profissionais
e sua resistência.
Porem podemos também analisar por outro aspecto.
Podemos afirmar que nenhum médico a frente de um dependente químico.
Pode ter um diagnostico preciso, sem que proporcione um período de
avaliação do grau de intoxicação e mesmo da influencia
da exposição do ser humano perante uma substancia, por exemplo,
o álcool ou a cocaína.
De fato somente assim poderia chegar a uma conclusão que esta apresentando
alguma comorbidade e que por isso deve ser assistido em regime hospitalar
de atendimento clinico ou psiquiátrico.
Enfim não existe nada conclusivo na desintoxicação
de um ser humano, por que cada um apresenta sintomas diferentes do quadro
geral apresentado em teoria. Assim sem um período de observação
que não respeite um tempo que pode ser de 72 horas a 30 dias, jamais
poderá ser efetivo para prevenir as intercorrências que podem
acontecer em períodos de desintoxicação ou efeitos mais
graves da própria abstinência. Assim se o medico por indicação
deixa um dependente químico ir para casa ou mesmo procurar o lugar
que o paciente acredita ser melhor, em nada muda a competência ou responsabilidade
do medico.
Todos sabemos que hospitais (pronto socorro) e o total da rede publica de
saúde não tem leito para fazer tais acompanhamento mesmo que
seja de 72 horas.
Que a única Unidade desintoxicação do Estado de São
Paulo esta em funcionamento em São Bernardo do Campo mantendo apenas
30 vagas.
Também devemos ser honestos em admitir que o CAPs sem unidade própria
de desintoxicação, apenas aumenta os riscos, onde pacientes
saem para as ruas sem a desintoxicação e com prescrição
medicamentosa de psicotropicos.
Levando-nos a conclusão de que muitos acabam misturando o uso de álcool
e cocaína com remédios por que continuam com a opção
de fazer consumo de SPA.
Por tudo isso não compreendemos a insistência em dizer que a
Comunidade Terapêutica não tem condições de atender
dependentes químicos.
Esta argumentação apresentada por alguns médicos é
desprovida de critérios científicos e esta longe de respeitar
as pesquisas desenvolvidas neste campo, sendo que o próprio dia a dia
demonstra isso.
Afinal um dependente químico em uma comunidade terapêutica, tem
vários aspectos significativos para redução de danos,
vamos enumerar algumas:
1) esta longe da possibilidade de fazer uso de SPA.
2) Esta entrando em abstinência sendo monitorado 24 dias por dia.
3) Em casos de complexidade do quadro, terá as intercorrências
assistidas em suas necessidades.
4) Esta recebendo atenção psico-social, para a inclusão
social.
5) Esta tendo a oportunidade de parar com comportamentos que coloca em risco
sua liberdade, a liberdade de terceiros e a própria saúde publica.
Novos tempos
Como não vemos mudança efetiva no atendimento de dependentes químicos em nosso país. Nos resta apenas abrir mão de tentar bater em ferro frio.
Afinal entra ano e sai ano e a historia se repete, ou seja, as prefeituras pouco ou nada querem fazer quando o assunto é tratamento de dependentes químicos.
As idéias preconcebidas de municipalização, não mudam e os profissionais responsáveis, não querem ver verdades simples, como por exemplo um dependente químico, dificilmente consegue se motivar a se tratar se estiver internado na cidade onde faz uso, por que facilmente abandona o tratamento por conhecer os caminhos para ter acesso a droga e as facilitações comuns.
Infelizmente os órgãos que fiscalizam as entidades, não querem sentar e conversar sobre o assunto. Não aceitam a experiência e o empirismo daqueles que de fato estão sendo portas abertas para combater a epidemia das drogas em nossa sociedade. Preferindo apenas rechaçar e mal dizer os trabalhos existentes, sem perceber as próprias falhas na rede social no Brasil.
As redes de TV optam pelo sensacionalismo, sempre tendendo a incentivar a população que em sua maioria não tem recurso financeiro para ajudar seus familiares, apresentando matérias que valorizam clinicas de custo alto e irreal a maioria da população carente, sempre utilizando personagens que tiveram acesso a tratamentos que pobres nem perto poderão passar.
Os órgãos de repressão parecem não querer sentar e discutir a importância do tratamento a dependentes químicos, sistematicamente investindo em prevenção e repressão ao uso de drogas e negando se a perceber que o contingente de usuários tem que ser motivado a mudança, pois são eles que alimentam o narcotráfico e acabam motivando tanto o consumo e a entrada de outras pessoas para o uso de drogas psicoativas, licitas ou não.
Por outro lado nos mesmos, ou seja, clinicas e centros de recuperação somos totalmente inadequados quando o assunto é articulação, sendo bairrista e cada um apenas vendo o próprio rabo, sem se unir para melhorar e lutar por direitos junto a União, para que sejamos reconhecidos e devidamente ajudados para que possamos manter um numero maior de vagas a população carente.
Assim como o judiciário apesar do esforço e conscientização que dependentes químicos precisam de tratamento, acabam se omitindo quanto a forçar legalmente as prefeituras a custear o tratamento para os munícipes de suas cidades, acabando a revelia a busca de alternativa, onde as instituições tem que acabar de forma altruísta e administrativamente suicida cuidar de uma demanda cada vez maior de usuários que precisam de ajuda.
Sem levar em conta que esta havendo pouco entendimento sobre o que é o dependente químico crônico que precisa de ajuda e o dependente que por uma questão social fez a opção sim de ser apenas um agente do narcotráfico. O que leva as clinicas e comunidades terapêuticas por vezes a se tornar refugio a pessoas corrompidas pelo dinheiro fácil do narcotráfico.
Este é o panorama do problema das drogas no Brasil e o mais triste é que temos um presidente que saiu do povão e ele mesmo se rendeu ao sofismo de uma intelectualidade que pouco ou nada quer fazer quanto a tudo isso.
Onde escolheu pessoas que em seus gabinetes e escritórios luxuosos pouco ou nada sabem do que realmente acontece nas periferias ou com os filhos da classe media que são vitimas do uso abusivo e indevido de drogas psicoativas.
E por essas e outras que não existe luz no fim do túnel, a não ser a faísca de um isqueiro acendendo mais um cachimbo de crack...
E o mais irônico, a entidade mais consciente disso tudo é o próprio PCC que investe na recuperação pelo menos de seus integrantes que passam a ser escravos do crack, este fato bizarro demonstra a decadência que estamos atingindo...
AC/FC - 29/10/2008
Por que nós?
Essa é uma bela questão a ser levantada, por que com tantas entidades por ai, tão iguais ou "melhores", por que escolher o portal de luz.
Em primeiro lugar, queríamos dizer que não somos os melhores e nem os mais profissionais e digo por que.
Por enquanto não queremos ser os melhores, por que o de "melhor" que existe em dependência química no Brasil esta bem longe de ser o ideal, por que tratamento de grupos e medicação para o dependente químico antes de passar por uma internação é uma ilusão confortável, para todos aqueles que não passaram por este problema ou que não convive mais que duas ou três horas do lado de um dependente.
Iguais, sim, afinal toda internação tem por propósito proporcionar desintoxicação e atendimento profissional para acompanhamento de dependentes químicos. O que muda é um detalhe ali ou aqui, toda internação que conseguir motivar o dependente a conseguir manter a abstinência é um ótimo tratamento. Períodos longos ou menores, será apenas circunstâncias de cada dependente e seu esforço em acreditar no que aprendeu. E aqui começa as diferenças entre internações.
Ou seja, o conteúdo de informações para melhor sublimar os mecanismos, que se tornam justificativas para continuar usando drogas. Outra diferença será a empatia que essa ou aquela internação pode oferecer, afinal mesmo psicólogos ou outros profissionais terão que saber se comunicar para superar os jogos emocionais que o dependente usa para encontrar facilitadores que o mantenham longe de entrar em contato com os motivos que o levaram a usar drogas.
Uma diferença fundamental é o quanto a equipe de tratamento esta disposta a concordar com você, afinal isto é um sinal de simpatia e muitas vezes agradável, mas se a família ou o dependente são auto suficientes para saber as respostas da mudança, por que querem tanto que sejam atendidas suas "necessidades", na verdade estes melindres e crenças de familiares e dependentes, somente é sinal da própria doença da negação. Pense nisso...
Profissionais, em primeiro lugar em dependência química, devem ser humildes e trabalhar com o empirismo, ou seja, aprender com a experiência construída em cada 24 horas tratando dependentes químicos. E não fazer de teorias aprendidas em poucos horas de estudo, verdades absolutas em um problema que nos faz lidar com adultos e adolescentes, homens e mulheres de todas as classes sociais, que aparentemente tão diferentes, mas que tem tantas semelhanças perante uma crise compulsiva por qualquer substancia que vai nivelar os comportamentos de todos. Assim profissionais sim, mas sem nunca deixar de ser afetuosos, interessados e compromissados a criar condições que possam quebrar os paradigmas de familiares e dependentes químicos.
Outra diferença por que tão barata perante outras e por que ainda assim facilitam para tantos. Também nós perguntamos o por que afinal, em muitos casos alguns valores mal paga a soma de custos de hospedagem e conteúdo terapêutico, mas isto é um diferencial ou seja, descomplicar para atender os que necessitam, atender aqueles que já tentaram em outros lugares e mesmo os que pela primeira vez vão tentar, que ao final de um período que cada clinica determina, não pode dar garantia alguma, se não que houve um esforço e este foi ser coerente no que cobrou para tentar atingir um objetivo que pode precisar de outras tentativas. Assim preste atenção em seu investimento para que depois quando precisar novamente não tenha como pagar.
Enfim este somos nós, tratamento profissional porem centrados em valores simples, ou seja, sinceridade, honestidade e cumplicidade com a causa ou seja, educar dependentes e familiares para uma atitude melhor.
Assim boa jornada e se não for desta vez que nos encontraremos que possa ser num dia que não esteja acabado de tanto procurar o melhor e o mais profissional. Muitos ja sofreram com este paradigma, ou seja, como algo tão barato pode funcionar.
Pode por que é um ideal, pode por que atende a um objetivo e acima de tudo pode por que é o nosso melhor sem prometer fantasias.
Assim estamos prontos para ajudar a você, mas se prefere as aparências e sutis confortos, vá e o esperamos em outra oportunidade.
ESCLARECIMENTOS 18/02/08
PORTAL DE LUZ - VARGEM SP
Estamos por meio deste informando a todos os interessados que o atendimento psiquiátrico seguira os seguintes critérios para o atendimento:
1)Prefeituras e população carente, o atendimento continuara sendo feito pelo nosso psiquiatra Dr Paulo Cesar, voluntario de nossa entidade sem custo adicional algum, mantendo nosso propósito em atender o dependente químico em suas necessidades, exceto nos casos onde o cliente precisar do atendimento apenas para conseguir o laudo para o beneficio junto ao INSS, a estes será cobrado a taxa de R$ 110,00 reais para despesa de locomoção e consulta com medico psiquiatra particular da cidade de Bragança Paulista.
Obs: Quando dizemos apenas para conseguir o laudo, estamos ressaltando nossa posição referente a este assunto, ou seja, que o beneficio deve ser estendido a pessoas realmente incapazes de trabalhar, sendo de direito de pessoas com comorbidades que impossibilitam de fato a condição de retorno a vida profissional ou para regulamentação da lei vigente em nosso país para quem está trabalhando.
Nossa experiência demonstra que muitas pessoas e mesmo famílias utilizam a regulamentação da lei de forma indevida, sendo que a internação para alguns é somente um meio de não perder o emprego ou receber o beneficio. Assim resolvemos dar um basta nesta situação, alem do fato que alguns familiares não tem o menor senso de cidadania, respeito ou gratidão, fazendo exigências e solicitações incabíveis com a realidade.
Afinal duas conclusões podemos tirar deste fato:
a) ninguém morre por perder um emprego, mas morre por usar drogas, então as exigências e neuroses apresentadas por esta questão não merecem maior atenção. Mantendo apenas o direito e os meios aos interessados. Já que nunca priorizamos isto para o recebimento da contribuição em uma internação.
b)E o mais importante se o cliente esta internado, esta comendo, bebendo e dormindo na entidade, sem necessidades de fato para o recebimento de dinheiro. Sabemos das necessidades ate da reinserção social ter um fundo de reserva ou mesmo que o dinheiro ajuda nas inúmeras dividas feitas durante o uso de SPA, mas salientamos o fato que boa parte dos clientes interessados neste benéfico acabam abandonando o tratamento logo após o consegui lo. Assim temos por medida de ética que eles mesmo paguem por este serviço e que ao final respondam por isso.
Para compreensão melhor do que estamos falando exemplificaremos:
- Alguém vai ate o psiquiatra que faz o diagnostico de dependência química, e é determinado a necessidade e o tempo da internação. No nosso caso 90 dias. E marcada uma pericia junto ao INSS que geralmente determina o tempo de 4 meses para receber o beneficio.
Assim o cliente depois da pericia ou mesmo de apenas pegar o laudo de nosso psiquiatra seja voluntario ou contratado, vai embora e fica recebendo este beneficio ate o final do prazo.
Isto é um descaso com o direito estendido a esta causa, ou seja, a dependência química. Afinal um paciente que necessita de um processo terapêutico para entendimento e mesmo desintoxicação do uso abusivo de substancias psicoativas, pede desligamento do tratamento, somente existe um fim para este dinheiro, ou seja, aos mãos do Narcotráfico, por que é quase impossível que este alguém mantenha a abstinência do uso abusivo de drogas psicoativas.
Importante ressaltar:
- o atendimento psiquiátrico proposto por nós e de salvaguardar o bem estar físico e mental de nossos clientes e sempre que a equipe técnica avaliar a necessidade nossos clientes o terão, sem custo algum. Exceto em raros casos quando o medicamento prescrito não esta na possibilidade de ser conseguido junto a rede publica de saúde.
NOSSO PONTO DE VISTA
Gostaríamos aqui de colocar nossa posição referente as internações ditas compulsórias ou involuntárias.
As medidas sofistas tomadas pelo CRM e CRP nos últimos anos referente aos transtornos mentais, tem levado nosso pais ao caos neste tipo de atendimento, a cada dia vemos mais e mais pessoas com algum tipo de distúrbio vivendo em sociedade, o discurso é sempre o mesmo, acabar com as psiquiatrias convencionais, onde também concordamos pois era preciso humanizar mais o serviço, sendo que a maioria dos hospitais psiquiátricos eram verdadeiros depósitos de seres humanos, explorando o Sistema Único de Saúde, onde o descaso com a vida tomava limites imagináveis para pessoas que nunca viveram a realidade crônica administrativa deste sistema de atendimento.
Dai passou a se fazer o discurso do hospital dia e que doença mental é de responsabilidade da família. Sim isso é uma parte de uma verdade, mas quando o paciente não se encontra em condições de viver em sociedade por que suas alucinações e outros tipos de distúrbios, põem em risco a vida de outro ser humano nas muitas formas que existem nestes casos, é necessário sim o acompanhamento de uma internação, mas não apenas por 15 ou 45 dias como se vê no momento aqui em São Paulo, pois a casos que o paciente necessita de muito mais do que isto para entrar num quadro passível de vivencia social, alem do fato que Freud explique, na verdade já explicou, os problemas voltados a psique humana se afloram diante do sistema formado no vinculo familiar, acentuando muitos dos quadros. Mas indiferentes a dor do ser humano estes órgãos continuam mantendo uma postura irreversível perante o problema, pelo menos é o que demonstram alguns profissionais ligados a eles.
No caso específico da dependência química as coisas não são diferentes, mas com agravantes, os Centro de Atendimento Psicosocial conhecido como CAPs, mantém pacientes incapazes de uma convivência saudável tendo a oportunidade de usar drogas, fora de um centro de tratamento, alegando trabalhar a tão falada redução de danos, mas o que se vê são seres humanos fazendo uso de drogas psicoativas de todas as origens e dentro deste sistema tendo acesso a drogas com prescrição medica, que são utilizadas junto de outros tipos de substancias. Evidente que a casos que dependentes podem ser tratados sem internação, afinal Alcoólicos Anônimos faz isto desde 1935 com reuniões diárias. Mas o critério esta por demais equivocado assim temos mais dependentes químicos na rua, por que como foi dito acima nos casos de dependência química as psiquiatrias quando identificam dão alta para o paciente, assim as ruas ficam lotadas de pessoas tendo comportamentos que prejudicam a sociedade em grande numero, alem de muitos apresentarem comorbidades momentânea referente a outros distúrbios trazidos a exposição continua de drogas psicoativas.
E neste meio nasceu as ditas internações compulsórias. Que nada mais são que pequenas psiquiatrias, onde o paciente fica sendo mantido a base de medicação e contenção quando o impulso de querer ir embora é um tão exacerbado digamos.
Engraçado é o que vemos, pois vemos psicólogos e psiquiatras a frente da maioria destes sistema de atendimento, fazendo ressurgir a psiquiatria. Lógico que alegando que é com tratamento diferenciado do antigos método, mas o fato interessante que somente existe este tipo de serviço, para pessoas que possam pagar em media de 1200 a 2500 reais mensais por uma internação, está é solução agora tendo adeptos do CRM e CRP e jamais chegando a população carente.
Assim estes dois órgãos estimulam aparentemento o surgimento de uma outra categoria de investidores assim vamos chamar que são dependentes químicos em recuperação, que ate ontem se contentavam com as comunidades terapêuticas, mas hoje fazem delas também locais com internações involuntárias, trazendo o caos de volta e pior sem o profissionalismo que havia nas psiquiatrias, afinal se o lixo existia pelo menos era elitizado e neste caso não, assim estes novos investidores oferecem soluções intermediarias, dando acesso a uma outra parcela da população que pode pagar de 800 a 1200 reais mensais.
Mas a população carente, aquela mãe com seu filho na favela, não pode contar com tudo isso. Este é o quadro de nossa política anti-drogas quando o assunto é recuperação e o posicionamento das classes profissionais em nosso país, enfim se de um lado temos os oportunistas do trafico de drogas de outro temos os traficantes de soluções elitizadas para os que tem poder aquisitivo, sem entrar no mérito de que algumas famílias no desespero de ajudar um filho entram nesta roda financeira sem poder saldar sua divida com essa clinicas.
Conclusão:
O fato é que dependentes químicos necessitam de uma intervenção
mais acentuada por parte da família e da sociedade.
Humanizar a psiquiatria não quer dizer necessariamente acabar com elas e também que internações involuntárias, são praticas validas quando dirigidas por pessoas que tem como o objetivo o ser humano dentro de limites razoáveis de intervenção medicamentosa e contenção nas internações.
Mas o fato é que precisamos criar centros de desintoxicação involuntários para a população carente, sendo que hoje os adolescentes tem a FEBEM como única medida de limite e adultos a cadeia e a morte.
Antonio Carlos
